A Season 1 do Hero Academia RPG teve início! Você ainda não viu? Dê uma olhada clicando aqui!

1. PLUS ULTRA!
Olá herói! Ou seria você um vilão!? Bom, não importa, de qualquer modo você é bem vindo para juntar-se à nós! O Hero Academia RPG é um roleplaying game (jogo de interpretação) baseado na série Boku No Hero Academia escrita por Kōhei Horikoshi e publicada semanalmente na Shonen Jump. Aqui, você jogador poderá interpretar heróis, vilões e até mesmo assistentes, se assim for do seu desejo. Nosso foco é a diversão de todos os jogadores, ainda que tenhamos um sistema sólido de regras que devem ser lidas atentamente por cada um. Então, está esperando o que!?
BEM-VINDO!
 
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NOVO TÓPICO
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 Blumer, o Menino Fumaça

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Brasil ; Rio de Janeiro ; 17:30


O final da tarde já aproximava-se, com o Sol vespertino começando a beijar o horizonte do Rio de Janeiro. A costa carioca era banhada pelo véu de luz dourada, emoldurando as praias e os banhistas em uma aura quase celestial. Não era por menos a fama de Cidade Maravilhosa, título que os cariocas ostentavam com orgulho e merecimento.

Porém, de forma antagônica à beleza constante e esplêndida da cidade, a taxa de criminalidade aumentava exponencialmente. Observando as estatísticas atentamente, seria possível notar uma relação peculiar entre o aumento da incidência de crimes e o boom de individualidades no país. Além do crescimento em questão de transgressões públicas, era possível notar uma intensificação na corrupção brasileira. Surpreendentemente, de maneira contraditória, políticos de boa índole real despontavam no cenário político carioca, mesmo que em números ínfimos.

Um desses políticos, Augusto Couto, lançou-se no cenário com uma campanha focada em acabar com pontos específicos de criminalidade, tráfico e corrupção em todos os bairros da cidade. Dentre eles, a Tijuca, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro com um dos maiores números em transgressões e infrações - isso por conta da presença de 3 favelas na região. Com a morte recente do chefe do Morro do Borel, um confronto deu-se início, acrescendo extraordinariamente a violência no bairro.

Não somente esse princípio de guerra civil começava a desesperar a população, mas, também, o surgimento de um novo vilão com métodos polêmicos e repugnantes. A falta de diálogo e negociações com as autoridades mostravam seus frutos nas mortes de policiais, heróis e até mesmo civis.

Nem um pouco alheio aos sérios problemas que pairavam sobre o bairro que morava, um jovem calmamente saía de mais uma de suas aulas de capoeira. A roda, antes animada com sua bateria musical, começava a dispersar-se. O número de capoeiristas presentes nos encontros diminuía de acordo com o aumento de notícias sobre crimes na região. Mas isso não parecia afetar o garoto que aparentava extrema serenidade enquanto caminhava pelas ruas desertas da Tijuca.

Quando virasse a próxima esquina, o rapaz poderia avistar uma senhora sendo atacada por dois menores de idade beirando os 18 anos. Um deles mais alto e magro, pele morena clara, os olhos de uma coloração estranha que oscilava entre amarelo e um tom alaranjado. O outro mais baixo e parrudo, pele pálida e olhos de uma cor castanho escuro. Além da óbvia situação de agressão, um clima estranho pairava no local por conta dos inúmeros pombos empoleirados nas edificações ao redor, todos observando afiadamente o recém chegado.



Bem, aqui está minha primeira narração! Espero que você goste @Blumer! Qualquer coisa pode me contatar no Discord! c:


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Quote POST LINK Apr 30 2018, 09:12 PM -
Estava na minha aula de capoeira, aproveitando ao máximo que não tinha nenhuma competição naquele mês, isso queria dizer que não precisava estar de dieta e que poderia curtir um pouco mais as coisas.

-Valeu mestre, estou indo embora, até o próximo treino.

"Quando chegar em casa, vou mandar mensagem para Petter, acredito que a essa hora ele esteja acordado no Japão."

Ia pensando e confabulando comigo mesmo enquanto ia a caminho de casa. Quando próximo de chegar a quadra da minha casa vejo uma senhora sendo atacada por dois meliantes, com aparecia bem diferente para não falar exótica. Continuo andando como se nada tivesse acontecendo, a unica coisa que acontece quando vejo ele foram os meus olhos que repudiaram aquele ato. Mas logo em seguida voltaram ao normal. Aquilo acontecia o tempo inteiro. Ou seja, mais uma para a estatística.

"Por que o Rio está dessa forma? A tijuca já foi muito melhor mesmo com esses morros próximos, nunca foi tão ruim morar aqui. Parece que eles não reconhecem mais morador."

Continuei andando, quando estava a 3 metros de chegar perto deles rapidamente minha meu cérebro mandou comandos para minhas glândulas produzirem Chlorine Gas, esse gás ficou concentrado e foi rapidamente para o rosto dos rapazes com o intuito de causar irritação, nos olhos, nariz e etc. Automaticamente faço gás carbônico e coloco como se fosse uma mascara no rosto dos dois, com uma concentração de 55 mm Hg, o que pode deixar os dois desmaiados, no minimo, podendo chegar a ficar em coma. O que não estava o preocupando.

-Vamos senhora. A senhora tem que tomar mais cuidado, o Rio está muito perigoso.

Tirava a senhora dali e continuava a caminhada, não me importando com o que pudesse acontecer com eles, somente tiraria o controle do gás e deixaria eles livres a partir do momento que eu estivesse longe dali. Não antes disso.

"Aonde será que vai dar esse rio que tanto amo."

Chlorine Gas Generation-> Blumer pode gerar, criar, emitir ou produzir gás de cloro , que irrita o sistema respiratório causando tosse, vômito e até mesmo danos pulmonares em doses maiores.

Manipulação das propriedades do gás-> Blumer pode alterar as propriedades dos gases , incluindo densidade, cor, forma.
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Rio de Janeiro ; Tijuca ; 17:45


A aparente serenidade do garoto era justificada pela mente ocupada pela saudade do irmão, levando os pensamentos de Blumer para o outro lado do globo. O rapaz refletia se, ao chegar em casa, seria possível pegar Petter já acordado para conversarem por mensagem, talvez até mesmo uma ligação em vídeo pelo WhatsApp ou Skype, para matarem as saudades um do outro. Os irmãos Santana compartilham uma ligação íntima e forte, mostrando uma intensa amizade e parceria que não poderia ser abalada nem pela incrível distância e fuso-horário Brasil-Japão.

A mente de Blumer divagava, deixando o garoto alheio ao que se passava ao redor. Nem notara o vazio das ruas e o silêncio incomum para uma capital tão movimentada quanto o Rio de Janeiro, ainda mais em pleno horário de pico. O rapaz somente voltou a si quando avistou uma senhora beirando os 70 anos - a idade aproximada estimada pelos cabelos grisalhos despontando próximos às raízes das madeixas pintadas de um castanho claro -, sendo atacada por dois jovens menores de idade. O ambiente estranho e pesado acentuado pelos inúmeros pombos que rodeavam o local.

O garoto de pele morena clara tinha um porte alto e magricela. Os olhos de uma coloração amarelada estranha e oscilante - quase como os de um pássaro -, e os cabelos coloridos em cores gritantes - azul e verde-água. Vestia uma calça preta de tactel um pouco frouxa, a lateral com uma rajada arroxeada, caindo sobre os tênis de corrida escuros. A camisa amarelo-pastel de algodão coberta por um moletom preto com detalhes em roxo, o capuz sobre o boné preto no topo da cabeça.

O outro era mais parrudo, porém menor e esmirrado. A pele branca e pálida ressaltando os olhos castanhos escuros - tão escuros que mal dava para distinguir a íris da pupila. Os cabelos brancos com reflexos prateados levantavam a hipótese de talvez serem descoloridos. Trajava uma bermuda preta e larga, uma camiseta branca amarrotada, chinelos desgastados e o mesmo moletom preto com detalhes em roxo do comparsa. O símbolo nas costas era o mesmo nos dois casacos, similar a um doberman desconstruído geometricamente. Talvez um lobo. Era difícil saber ao certo o que representava exatamente. Ao que tudo indicava, aquele era o símbolo da gangue.

A aproximação do récem-chegado não preocupou os parceiros. Afinal, Blumer era apenas um pirralho que não representava nenhuma ameaça imediata. E, bem, já sabiam da aproximação do moleque por algumas quadras por meio da individualidade de um deles. Então, a surpresa não foi a chegada de Blumer, mas, sim, o ataque inesperado do garoto. O rapaz mais alto saltou para trás alarmado, puxando o parceiro pelo capuz do moletom.

- Cuidado, Caramuru! - O rapaz moreno gritou enquanto puxava o amigo para longe do ataque de Blumer.

- Tsc, eu sei me virar, arara maldita. - Caramuru grunhiu impaciente, passando o polegar na lateral da boca e cuspindo no chão. - Ei, moleque! Quem cê acha que tu é? - O grito exaltado saindo um pouco esganiçado por conta do pouco de gás de cloro que chegou à boca e aos olhos, irritando-os.

Caramuru deixou a individualidade aparecer sobre a mão direita. Ossos começavam a sair por debaixo de sua pele, cobrindo completamente o punho fechado do garoto. O olhos castanhos-escuros ganhando contornos vermelhos por conta da irritação do ataque inesperado, a boca salivando excessivamente.

- EI! Me chame pelo nome correto! MUTUM! - O rapaz alto gritou para o comparsa, ignorando momentaneamente Blumer. Mas logo pôs-se em posição de combate. - Não devíamos nos expôr assim… O chefe não vai gostar nada disso… - Murmurou para Caramuru, que prontamente o ignorou.

Os pombos estranhamente voltaram-se em direção ao garoto de 12 anos, que ajudava a senhora idosa a sair dali. Blumer deu as costas para os dois assaltantes como se não fossem nada, subestimando-os. Um dos pombos tentou aproximar-se de Mutum, caindo morto quase que de imediato - por conta do gás carbônico concentrado jogado por Blumer -, deixando o garoto alarmado. Imediatamente toda a horda de pássaros levantou vôo, lançando uma rajada de vento misturado com penas entre os rapazes, dispersando o gás e direcionando-o para Blumer.


This post has been edited by PixieJinx: May 2 2018, 05:37 PM

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Quote POST LINK May 2 2018, 06:19 PM -
Quando estava atacando os assaltantes os mesmos pulam para trás na intenção de fugir do meu ataque.

- Cuidado, Caramuru!

- EI! Me chame pelo nome correto! MUTUM! - O rapaz alto gritou para o comparsa, ignorando momentaneamente Blumer. Mas logo pôs-se em posição de combate. - Não devíamos nos expôr assim… O chefe não vai gostar nada disso…

Após escutar a fala dos dois de imediato eu começo a rir. Enquanto ajudo a velhinha. Não sei se por conta da minha risada ou por conta do meu ataque alguém não gostou e resolveu me atacar com um ataque se pombo.

-Hahahahahahahahahaha. É sério que o nome de vocês é esse? Parece nome de dupla sertaneja que não deu certo. Hahaha, conselho para vocês mudem de nome depressa.

Enquanto falava aquilo, fazia com que o gás cloro que eu havia criado ficasse parado nas minhas costas, nem tive sequer que gastar energia me virando, faço com que a mesma formasse uma parece de gás impedindo que o vento chegasse próximo a mim e a senhora.

-Aconselho a senhora ir embora, as coisas não vão ficar boas aqui. Tenha uma excelente noite. Aproveita esse fim de tarde para chegar em casa em segurança.Falava me dirigindo a velha senhora. -O dupla sertaneja, acho melhor vocês irem embora antes que as coisas piorem para o lado de vocês. Esse mísero ataque de vento não vai me afetar, nem chegar em mim. A não ser que eu queira. E ai o que vão fazer?

Ficava atento pois não sabia que tipo de individualidade o outro tinha. Mas aquele ataque de pombo não teria efeito nele.

-Ah e caso aconteça alguma coisa a culpa não é minha, avisei a vocês antes. Ah outra coisa, que individualidade é essa? Ataque dos pombos? Realmente combina com um rato como você. Hahaha
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Quote POST LINK May 4 2018, 04:47 PM -
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Rio de Janeiro ; Tijuca ; 18:00


O ataque aéreo de Mutum teve o resultado desejado: afastar o que quer que fosse que estivesse aproximando-se dele e de seu comparsa. A morte instantânea de um de seus servos alados somente poderia indicar algum veneno gasoso direcionado a eles. Apesar da preguiçosa associação da individualidade de Mutum - a capacidade de controlar aves - com burrice, o rapaz era, na verdade, deveras inteligente. Estava acostumado a ser chamado de “Cabeça de Pombo”, já que comumente utilizava os pombos que infestavam o Rio de Janeiro em seus ataques e vigílias. Porém, a capacidade de sua individualidade estende-se para além do controle de meros ratos com asas.

O deboche de Blumer não passou despercebido pela dupla. Mutum, extremamente focado, não parecia afetado pelo ar zombeteiro do moleque. Porém, a exaltação de Caramuru por conta do deboche do pirralho era palpável. A pequena hesitação inicial em atacar, consequente do enfraquecimento de Caramuru - olhos e bocas irritados por conta do gás de cloro -, rapidamente esvaiu-se, resultando no garoto pálido lançando-se para cima de Blumer enquanto sua individualidade revestia seu rosto e punhos rapidamente com ossos. O aviso do recém-chegado sendo prontamente ignorado por Caramuru, cego de raiva.

- E tu, MOLEQUE? Não sabe com quem se meteu!

Mutum concentrava-se em enviar um dos pombos embora, talvez tentando enviar um alerta para seus aliados. Quando percebeu, sua dupla já avançava imprudentemente sobre o inimigo. A senhora, assustada, continuava a afastar-se hesitantemente, preocupada em deixar uma criança enfrentando dois garotos beirando os 18 anos.

- CARAMURU! NÃO! - Mutum tentou puxar o colega novamente pelo capuz, que escapou por entre os dedos finos. - Ele usa uma espécie de veneno! Prenda a respiração, seu idiota! - Gritou a plenos pulmões, recebendo como resposta apenas um "CALE A BOCA!" do colega que, apesar da teimosia, seguiu o conselho recebido.

Apesar da incrível autoconfiança de Blumer, seu comportamento debochado era extremamente perigoso. Afinal, o garoto ainda não sabia ao certo as habilidades dos inimigos, nem do que eram capazes. Apesar de achar que sua individualidade seria capaz de barrar os ataques aéreos de Mutum, os ventos criado pelas rajadas do inimigo tinham certa capacidade de dispersar e desviar gases, como já visto. E era exatamente o que estava acontecendo com a parede gasosa criada para proteger a senhora e Blumer.

Além disso, o recém-chegado encontrava-se em uma situação desfavorável, dois contra um. Porém, não era impossível para o garoto sair dali vencedor, talvez até mesmo sem nem um arranhão.

Mas não seria tão fácil quanto pensava.


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Quote POST LINK May 4 2018, 06:05 PM -
Vejo que meu ataque de gás faz com que os mesmos fiquem preocupados tanto que um dos animais do menino pombo caiu morto no chão. Mas o outro rapaz que era completamente sem noção avançou contra mim sem nem saber se o que eu posso fazer entra somente pela boca ou se afeta a pele também, mas deixou ele tentar, enquanto o outro estava tentando avisar que ele estava se encaminhando para a morte e tentando afastar o meu gás de todo o jeito.

E tu, MOLEQUE? Não sabe com quem se meteu!


-Não e nem quero saber.

- CARAMURU! NÃO! Ele usa uma espécie de veneno! Prenda a respiração, seu idiota!

CALE A BOCA!

Bem calmamente eu começo a gargalhar.

-Confie no seu amigo ele sabe o que está falando pelo o menos em parte né. Hahahahaha. Duas coisaa: 1ª se você prender a respiração vai segurar até quando? Segundo e mais importante, quem disse que eu preciso que vocês respirem para afetar vocês? Ledo engano.

Sei que estou lutando em desvantagem, mas aquilo não é desvantagem para quem está acostumado a lutar, muito menos capoeira. Ja que nos primórdios da capoeira era para se defender do homem branco que nunca estava sozinho e nem desarmado. Aquilo ja era corriqueiro para o garoto. Com isso utilizou seu estilo de luta com confiança na sua parte, mas cautela, pois não sabia como eles lutavam, o início era para avaliar a situação é ver o que eu poderia fazer com eles.

Então envolvo o meu corpo com um gás roxo, que para mim era leve como uma pluma, mas sua consistência para quem tentasse atacar era de concreto bem trabalhado, fazendo assim com que o gás se torna-se um amortecedor para o meu lado e uma parede extremamente resistente para quem atacasse, logo em seguida, aproveito movimentos da capoeira para desviar dos ataques do que estava a curta distância, mas ao mesmo tempo que atacava o outro, transformei o oxigênio que estava presente em nosso ambiente em um lugar com concentração altíssima de CO2. Deixando somente a velha senhor sem ser afetada pelo gás.

Assim que isso entrasse em contato com o indivíduo fazia com que ele percebesse que tinha algo se errado, mas os gases não precisam necessariamente sem inalados propositalmente, mesmo que nós prendamos a respiração o nariz ainda está ali para ser afetado e é justamente isso que faço, faço o gás forçar entrada pelo nariz chegando rapidamente ao pulmão o incapacitando de continuar a luta.


-Acho melhor a senhora sair daqui, não que vá fazer tanta diferença, mas sua vida que corre risco, acho melhor correr do que ficar ai parada.

"Não que eu me importe tanto, é mais uma questão cívica. Mas sei que se Petter estivesse aqui ele faria a mesma coisa. Então vamos lá"

Observo toda a movimentação que foi feita para tentar pensar em uma estratégia de ou acabar com eles ou ter uma brecha para sair dali sem problemas.
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Quote POST LINK May 4 2018, 08:49 PM -
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Rio de Janeiro ; Tijuca ; 18:15


O véu escuro da noite começava lentamente a esgueirar-se sobre a Cidade Maravilhosa. Os becos e vielas silenciosos tomavam um ar mais perigoso, protegidos pelo manto da escuridão. A cena de luta desenrolava-se contrária ao inusual silêncio e calmaria da Tijuca. A senhora, antes foco central do ataque dos dois malfeitores, já encontrava-se em uma distância segura do confronto, buscando desesperadamente chegar em casa e chamar ajuda para o jovem rapaz que encontrava-se numa situação desfavorável. Uma luta dois contra um.

O alerta de Blumer quanto a sua individualidade não afetar somente o sistema respiratório e mucosas expostas alarmou a dupla de malandros, ainda mais acompanhado da risada debochada do garoto irritante, esbanjando uma confiança excessiva em suas habilidades. Mas era tarde demais para Caramuru recuar, o corpo já lançado diretamente em direção à Blumer - ignorando totalmente o alerta do colega -, os punhos cerrados e revestidos por ossos.

Caramuru não esperava aquela onda de fumaça roxa - claramente algum tipo de veneno gasoso -, liberado pelo pirralho. A respiração presa juntamente da máscara feita de ossos revestindo o rosto do rapaz de cabelos platinados dificultavam a entrada do gás tão direta e violentamente em seu trato respiratório, retardando os efeitos desejados por Blumer de abatimento e fraqueza em seu alvo. Apesar disso, Caramuru ainda encontrava-se um pouco debilitado por conta da irritação do ataque recebido anteriormente. Os efeitos de salivamento excessivo já começavam a passar, a vermelhidão e coceira nos olhos amenizando com o tempo.

O excesso de confiança de Blumer começavam a mostrar resultados negativos. A barreira gasosas criada sendo perigosamente trespassada pelo punho revestido de Caramuru. No entanto, a resistência oferecida pelos gases desviou a direção do soco, antes mirado certeiramente no centro do rosto de Blumer, agora apenas passava de raspão na bochecha do garoto, fazendo um pequeno corte no local.

Um audível “Tsc.” pôde ser ouvido da boca de Caramuru, afastando-se num pequeno salto enquanto Blumer também afastava-se em um movimento de capoeira límpido e preciso. Porém, o rapaz esmirrado não daria brechas, dando uma breve respirada em uma distância que julgava segura, prendeu novamente a respiração e lançou-se mais uma vez sobre o garoto. A palidez e cabelos platinados reluziam fantasmagoricamente sob a luz fraca dos postes. Ali a origem do seu codinome. Caramuru. Poder Branco.

Estavam tão envolvidos com a luta corpo-a-corpo que mal notavam a presença de Mutum. O rapaz de pele morena começava a demonstrar sinais de nervosismo. Sabia que a individualidade do oponente era perigosa e não poderia ser subestimada ou tratada tão imprudentemente como Caramuru estava fazendo. Suspirou pesadamente, dispensando os pombos que novamente empoleiraram-se nas edificações ao redor.

Enfiou a mão no bolso fundo da calça de tactel exageradamente larga, puxando uma luva pesada de couro - no estilo utilizado para treinamentos de falcoaria -, e uma pena longa e larga. Os tons eram numa escala acinzentada, indo desde o branco - próximo ao “osso” -, passando por um cinza claro, indo para um cinza escuro até chegar na ponta de cor preta. A pena era enorme, chegando a ser maior que o antebraço do rapaz de alta estatura. Enfiou o punho esquerdo na luva de couro escuro, esticando o braço para o lado.

- Tsc… Não queria ter que usá-la aqui… - Soltou outro suspiro pesado, enquanto colocava a pena entre os dedos da mão direita e soltava um assobio longo e agudo, tão alto que chegava a incomodar os ouvidos de quem estivesse perto.

Blumer concentrava-se na luta diante de si, utilizando-se de seus movimentos fluídos de capoeira. Ponderava o que o irmão, Petter, faria se estivesse ali. Personalidade forte e boa índole eram duas das inúmeras qualidades que caracterizavam o irmão mais velho, portanto, Blumer pretendia ao menos ajudar a senhora a sair dali em segurança enquanto analisava a possibilidade de alguma estratégia ofensiva. Ou, talvez, fosse melhor tentar sair dali em segurança. Afinal, o trabalho de ajudar a senhora já estava feito. Não precisava arriscar-se mais, não é?

A linha de pensamentos sendo cortada por um claro bater de asas pesado e forte. Não tão longe era possível avistar um ave imensa e imponente aproximando-se. O gavião-real possuía uma envergadura colossal. Com as asas abertas em seu máximo era facilmente maior do que as crianças ali presentes. Não era por menos, essa ave de rapina é o maior predador alado da América Latina e uma das maiores águias do mundo. Com um vôo rasante rápido e preciso, a ave pousou no braço estendido de Mutum, protegido pela luva grossa de couro. A dupla de olhos amarelados afiada sobre Blumer.


This post has been edited by PixieJinx: May 4 2018, 08:57 PM

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Quote POST LINK May 5 2018, 04:34 PM -
"Nota mental 1: da próxima vez que eu for fazer um ataque a base de cloro ou CO2 lembrar se aumentar a concentração dos elementos principais.

Nota mental 2: ao invés de fazer o gás virar concreto, faço o gás ficar grudado no braço da pessoa, fazendo os movimentos dela ficarem mais lentos, quanto mais atacar, mais lento fica. "


Estava lutando com um enquanto possivelmente o homem pombo estava se recuperando do meu ataque. Mas aquilo não fazia diferença para mim, muito pelo contrário. Era ótimo pois eu ganhava tempo para ver o que poderia fazer com os dois.

"O de pombo são mais ataques a distância justamente em uma das coisas que é a minha fraqueza, que é o vento. Ainda não descobri como fazer meus ataques ficarem na mesma força contra pessoas que utilizam esse elemento é o outro que é totalmente vulnerável a mim luta a curta distância. Mas esse é bem resistente, se não já estaria desmaiado. Os dois sabem mais ou menos o que estão fazendo já que conseguem se segurar enquanto o outro está atacando. Como a velhinha já se foi posso tentar fazer..."

Me movimentava e pensava enquanto fugia dos ataques do menino esqueleto, mas do nada os pombos foram dispensados.

-Parece que alguém desistiu dos pombos, ou está fraco? Deixa eu explicar para vocês uma coisa? O nível de de gás que eu coloquei para vocês respirarem passa um pouco o que uma pessoa comum conseguiria aguentar sem ebtrar em coma e eu parabenizo vocês por isso. Até hoje foram os primeiros além do meu irmão que conseguiu aguentar. Ou vocês tem uma resistência absurda ou vocês são muito cabeças duras.

Após falar eu saia de perto do menino esqueleto para ver o que estava acontecendo já que escutei do cara não foi reconfortante.

Tsc… Não queria ter que usá-la aqui…

Assim sendo vejo o que ele estava fazendo e aquilo de certa forma me preocupa. Quando o animal chega me preocupa mais ainda então em movimentos rápido, manípulo o gás a minha volta e começo a flutuar, mas nesse mesmo momento uma nuvem amarela aparece e antes que o menino esqueleto pudesse fazer algo ele é pego pela nuvem e começa a levitar com a ajuda dela. Nesse momento falo:

-Tobu Kumo. Me faça um favor, utilize o menino para entreter aquela ave ali por favor.

Nesse mesmo momento começo a voar na direção contrária a dá ave. Deixando para trás aquela briga, mas me preocupo com a tal ave, se ela chegasse perto eu aumentava a velocidade.

"Será que um dia vou conseguir falar com a Tobu como se ela não fosse gente? Sei lá acho que não. Bom a senhora já está a uma distância segura, era o melhor momento para sair dali. Já que eu não estava conseguindo derrotar os dois de forma rápida, já que esse é o truque para quem está em desvantagem, eliminar o máximo de inimigos possíveis no menor tempo possível."

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Quote POST LINK May 7 2018, 09:02 PM -
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Rio de Janeiro ; Tijuca ; 18:30


O pequeno corte na bochecha direita aparentemente não afetou Blumer, que continuou o confronto com Caramuru. O garoto mais novo, mesmo que a estratégia da barreira gasosa não tenha funcionado com esperado, ainda parecia extremamente confiante. Não perdeu a compostura, sabia que ainda estava em vantagem enquanto continuasse a criar gases ao redor de si. Mesmo que o garoto-pombo continuasse dispersando os gases com seus ataques aéreos, o garoto-esqueleto não aguentaria por muito mais tempo.

A explicação - que mais parecia uma ameaça - de Blumer sobre a capacidade de sua individualidade não pareceu assustar os inimigos. A visão de Caramuru começava a voltar completamente, a boca cessando o salivamento excessivo. A máscara-óssea improvisada aparentemente dava resultados, segurando até certo nível a entrada de gases no trato respiratório. Porém, a impossibilidade de respirar enquanto lutava claramente resultava em um fadigamento mais rápido do adolescente, que começava a demonstrar sintomas de cansaço. Os braços suavam e, aos poucos, os movimentos começavam a ficar mais lentos. O garoto pálido novamente saltou para trás em uma distância que julgava segura, dando uma longa respirada.

- É mesmo, é? HÁ! - Caramuru exclamou. - Tu só fala, fala e fala. Não cala essa matraca. Parece que tua individualidade não é grandes coisas, não é mesmo? - Encheu os pulmões de ar para novamente lançar-se sobre o adversário, renovado.

Apesar de Blumer ver como uma vantagem o afastamento de combate direto de Mutum, estava subestimando o mais forte dos dois inimigos. Além de ter uma vantagem natural por conta dos ataques aéreos, Mutum possuía exímio controle de sua individualidade, demonstrado pela enorme ave que repousava sobre seu braço direito, os olhos amarelos mordazes sobre Blumer, apenas esperando mais um comando. A falta de atenção do garoto mais novo era palpável, o pombo anteriormente enviado como mensageiro retornava, pousando sobre o ombro direito de Mutum.

- Heh, moleque. Tu não sabe onde se meteu… - Deu um sorriso de canto enquanto pegava o pequeno papel enrolado na pata da pequena ave em seu ombro, que logo alcançou vôo. Leu rapidamente a mensagem, dando um sorriso sardônico. - Caramuru, pode ir com tudo.

Mutum mal terminou de formular a frase, Blumer - alarmado pela chegada do Gavião-Real de proporções colossais -, rapidamente manipulou os gases ao redor de si. Beneficiava-se do cessar de ataques de vento de Mutum para utilizar uma de suas técnicas: Tobu Kumo. O gás condensado sob seus pés transformava-se em uma espécie de tapete-voador - ou melhor, “nuvem-voadora” -, possibilitando uma fuga rápida e eficaz. Caramuru, embasbacado, parou em meio ao soco que havia desferido. Indignado, ignorou completamente a estratégia de combate que seguia até ali, gritando a plenos pulmões enquanto assistia o garoto levitar para longe.

- HÁ! COVARDE! VOLTE AQUI E LUTE COMO UM HOMEM, SEU PIVETE!

- Tsc… Deixe-o, Caramuru… Na próxima nós pegamos ele… - Mutum dizia calmamente enquanto aproximava-se do colega, acariciando as costas da enorme ave que repousava em seu braço esquerdo. Os olhos amarelos nunca deixando de acompanhar o garoto que distanciava-se em sua “nuvem” improvisada.

Enquanto afastava-se do conflito e ia para casa, a mente de Blumer estava inquieta. Havia concluído perfeitamente seu objetivo inicial: salvar a senhora e deixá-la em segurança, assim como seu irmão mais velho teria feito. Tal pensamento trazia um certo sentimento de orgulho ao jovem. Mal podia esperar para chegar em casa e contar para Petter o que havia feito, especialmente a parte da luta, na qual conseguiu segurar sozinho não somente um, mas DOIS oponentes mais velhos do que ele. O corte ardia um pouco em sua bochecha. Para não preocupar desnecessariamente a mãe, poderia dizer que era apenas um machucado do treino de capoeira.

Porém, apesar do êxtase que sentia, sabia que algo não estava certo. Eles não eram apenas meros assaltantes. Havia algo a mais. Os malandros lutavam bem e tinham um bom controle de suas individualidades, principalmente em combate. A imagem do lobo roxo nos moletons escuros estava incrustada na mente do garoto.

O que aquilo significava?


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Enquanto ainda estava batalhando escuto dos meliantes.

- É mesmo, é? HÁ! - Caramuru exclamou. - Tu só fala, fala e fala. Não cala essa matraca. Parece que tua individualidade não é grandes coisas, não é mesmo? - Encheu os pulmões de ar para novamente lançar-se sobre o adversário, renovado.

Quando estava próximo de responder a pergunta do menino esqueleto o pombo falou.

- Heh, moleque. Tu não sabe onde se meteu… - Deu um sorriso de canto enquanto pegava o pequeno papel enrolado na pata da pequena ave em seu ombro, que logo alcançou vôo. Leu rapidamente a mensagem, dando um sorriso sardônico. - Caramuru, pode ir com tudo.

Enquanto estou indo embora escuto eles falarem.

- HÁ! COVARDE! VOLTE AQUI E LUTE COMO UM HOMEM, SEU PIVETE!

- Tsc… Deixe-o, Caramuru… Na próxima nós pegamos ele…

Não me importo com aquilo que é falado por eles enquanto vou para casa, minha única preocupação era em como explicar aquele corte para minha mãe.

-Se eu falar a verdade eu vou receber esporro, se eu mentir e ela descobrir depois vai vir algo muito pior. O que eu faço? Pior será se aparecer no Wagner Montes, deviam ter várias câmera naquela rua. Acho melhor falar a verdade. Se pelo o menos meu pai estivesse aqui eu falava para ele primeiro e ele amenizava para minha mãe. É paciência. Já sei até o que ela vai falar. "Se não quisesse isso não tinha entrado para salvar a senhora" hahaha. Mas tudo bem vamos lá.

Assim que chego em casa vou logo tomar um banho, estava sujo e fedorento, depois de um banho refrescante vou para a cozinha, pois estava morrendo de fome, aula, treino de capoeira e logo em seguida aqueles caras me fizeram ficar com bastante fome. Mais do que o normal. Então vou para lá preparar algo para comer. Caso minha mãe estivesse ali, comprimentaria ela.

-Bença mãe. Estou morrendo de fome. O que temos para comer?

Enquanto a mãe falava eu ficava com os pensamentos voando naquilo que vi é como aconteceu.

"Eles eram muito bons para ser ladrõesinhos de rua. Que símbolo era aquele? Normalmente os traficantes aqui no Rio não utilizam esses tipos de símbolos, eles são mais simples, utilizam mais cores vermelho, verde, azul. Agora aquele símbolo ficou na minha cabeça, depois vou procurar na internet. Veremos o que eu encontro."

Caso minha mãe perguntasse sobre a cicatriz eu respondo a verdade para ela.

-Foi quando eu estava voltando para casa e uma senhora estava sendo agredida/assaltada e eu fui ajudá-la, no final eu saí com esse corte e os caras saíram inteiros. Baita resistência a deles mãe. Usei cloro no início e depois usei gás carbônico concentrado e eles não desmaiaram aguentaram bem. Um deles tinha o poder de fazer uma armadura de ossos, meio fraco ele, combate a curta distância, mas conseguiu aguentar bem, já que tinha que segurar a respiração ainda. Já o outro utilizava animais que voam no caso ele começou com um pombo que morreu e depois passou para um animal enorme e caçador e essa foi a minha deixa para sair de lá.

Escuto o possível sermão da minha mãe enquanto procurava alguma coisa para comer.
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Rio de Janeiro ; Tijuca ; 18:50


Não encontrou a mãe ao chegar em casa. Devia estar no quarto arrumando alguma coisa ou na cozinha preparando o jantar. A primeira preocupação de Blumer era tomar um banho já que, além do suor do treino de capoeira, havia lutado com os dois assaltantes, utilizando-se de sua individualidade. Isso somado ao calor típico do Rio de Janeiro resultava em um odor não muito agradável. O banho não serviria somente para limpar o suor e sujeiras do corpo, mas para relaxar Blumer, que estava exausto do longo dia.

Logo saiu do banho e percebeu a enorme fome que sentia. Afinal, aulas, treino e uma luta inesperada realmente esgotavam um garoto tão novo em fase de crescimento. Após se secar e vestir-se, Blumer dirigiu-se imediatamente para a cozinha, chamando pela mãe.

- Bença, filho. Isso são HORAS pra chegar, meu filho? Já passam de sete horas da noite, nem cumprimentou sua mãe quando chegou e já vem pedir comida? O que é isso, tá achando que sou sua empregada? - O tom de voz tinha um misto de brincadeira e preocupação. Ao notar o corte já estancado na bochecha do filho, a brincadeira esvaiu-se completamente. - Meu filho? O que é isso? O que andou aprontando? Foi aquele garoto na capoeira de novo? Olha, se ele continuar…

A frase da mãe cortada pela resposta sincera do filho. As expressões da Sra. Santana variavam à medida que o filho contava o que havia acontecido. Enquanto ouvia, arrumava a mesa para jantarem, colocando a toalha, os pratos, talheres e copos. Havia preparado suco de tangerina, carne de sol desfiada, farofa, arroz e feijão. Uma refeição simples e típica brasileira. De sobremesa, alguma fruta ou doce que tivesse na casa. Afinal, era uma mulher atarefada com sua profissão de neurologista e sem a ajuda do marido, acabava que tinha que fazer tudo praticamente sozinha. A princípio, pensou em dar um baita sermão no filho. Mas, pensando melhor…

- Pff, onde já se viu? Agora não podemos nem andar sossegados no nosso próprio bairro! Vou te contar, viu, filho? Você fez o certo! Salvou uma senhora indefesa! Seu irmão e seu pai estariam orgulhosos de você! - A Sra. Santana falava enquanto cortava alguns pedaços da carne para se servirem. - Mas, veja bem… Tome cuidado, ouviu? O chefe do Morro do Borel morreu e as ruas estão muito perigosas… Por mais que tenha feito o certo, cuidado! Meu coração de mãe não aguenta ouvir essas coisas… - Terminou de servir-se e calou-se por um momento, pensativa. Logo retomou a conversa em um assunto mais leve e brincalhão, tentando amenizar o clima pesado. Perguntava para o filho se tinha notícias do irmão mais velho no Japão.

O jantar foi simples, porém delicioso. Nada se compara a comida de mãe, feita com tanto carinho e amor. Se Blumer não oferecesse ajuda, a Sra. Santana arrumaria a cozinha e lavaria a louça sozinha. A mente do garoto divagava, pensando constantemente nos assaltantes que enfrentara e no símbolo em seus moletons. Não queria preocupar a mãe, mas sabia que ali tinha algo a mais do que meros meliantes juvenis e iria à fundo para descobrir. Talvez devesse tentar achar algo sobre isso na internet ou no noticiário. Era bem provável que as imagens da luta do garoto com os agressores aparecesse em algum jornal televisivo noturno.


This post has been edited by PixieJinx: May 16 2018, 09:40 PM

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- Bença, filho. Isso são HORAS pra chegar, meu filho? Já passam de sete horas da noite, nem cumprimentou sua mãe quando chegou e já vem pedir comida? O que é isso, tá achando que sou sua empregada? Levantos as mãos em tom de paz, sorrindo. -Meu filho? O que é isso? O que andou aprontando? Foi aquele garoto na capoeira de novo? Olha, se ele continuar…

Depois de contar tudo aquilo que eu passei e ver a face da minha mãe variar entre varios tons e caretas, vejo que a comida esta sendo servida e aquilo me deixou muito animado, com bastante apetite, mas escuto ela falar antes de comer:

- Pff, onde já se viu? Agora não podemos nem andar sossegados no nosso próprio bairro! Vou te contar, viu, filho? Você fez o certo! Salvou uma senhora indefesa! Seu irmão e seu pai estariam orgulhosos de você!

-Que bom mãe, mas e você?

- Mas, veja bem… Tome cuidado, ouviu? O chefe do Morro do Borel morreu e as ruas estão muito perigosas… Por mais que tenha feito o certo, cuidado! Meu coração de mãe não aguenta ouvir essas coisas…

-Pode deixar que eu não vou ficar me metendo em enrascada toda hora não, da muita preguiça depois. É eu fiquei sabendo que ele morreu, vai dar ruim, fica atenta na rua, eles vão tocar o terror com os moradores.

Depois disso ficamos comendo e conversando sobre trivialidades. E ela perguntou sobre Petter.

-Eu conversei com ele mais cedo, ele estava para entrar na escola lá, esta gostando de tudo, do clube, do local, está conseguindo se virar. Normal. Papai também, mas esse vai ter um pouco mais de dificuldade como bem sabemos.

Depois de terminarmos de comer eu coloco tudo o que estava sujo na pia e começo a lavar.

-Eu lavo a louça e você tira a mesa. Vou precisar fazer uma pesquisa, daqui a pouco no computador, não sei se vai demorar tá? Só para avisar.

Após terminar de ajudar a fazer as coisas de casa eu vou direto para o computador, pesquisar sobre o ocurrido no final de tarde, sobre o que seria aquela marca. Sobre quem poderiam ser aqueles dois caras. Se tinha aparecido em algum lugar aquela briga.

-Espero conseguir algo de util.
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